sexta-feira, janeiro 13, 2006

Mascaro-me e escondo




















Mascaro-me de cores vivas e alegres
Para esconder o cinzento do meu ser
Ponho a máscara da alegria
Para esconder a tristeza do meu eu
Ponho a máscara da descrença
Para fugir à certeza que te perdi

Ponho a máscara que me esconde os pensamentos
Passo a imagem da leveza
Para disfarçar o peso da solidão
Solto uma gargalhada intensa
Para abafar o choro que teima em se soltar

Escondo o que penso por trás
Da uma máscara colorida e alegre
E por trás da máscara que uso
Faço de mim um ser oco de sentimentos
Vazio de alma
Perdido de vontades
Desistido de desejos

Não deixo que ninguém a tire
Porque um dia a coloquei por ti
Não deixo que ninguém a arranque
Porque um dia a colei na alma
E passei a existir mascarada
Para esconder
O vazio da existência sem ti...

13 Comments:

Blogger Vianna C. said...

Escreves muito bem. Leio-te e revejo-me. Que as palavras te dêm o conforto, amizade e segurança quando tudo o resto parece ruir. E olha em frente, pois o caminho é por aí. Fica bem.

Um inusitado visitante...

11:00 da manhã  
Blogger GNM said...

Está muito bonito...

Bom fim de semana...
Fica bem e sorri!

2:03 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Será que é por isso que gosto tanto do carnaval de Veneza e das suas máscaras? O que se esconde por detrás delas, de nós que as colocamos...Beijo n´oteudoceolhar e bom fim de semana *

6:20 da tarde  
Blogger Carla said...

Poucos são aqueles que tem o privilégio de me olhar sem mascaras, despida...

Gostei muito do que li
Bjx e bom fim de semana

11:39 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Existe muita gente que anda mascarada e poucos são aqueles que conhecer ver bem o seu interior.

Adorei o texto Bjokas

12:36 da tarde  
Blogger Maheve said...

Qem nunca usou máscaras que atire a primeira pedra. Há vários tipos de máscaras e vários os motivos para usa-las, só não podemos é deixar que as máscaras tomem vida própria e virem uma constante, principalmente nas relações mais íntimas

5:30 da tarde  
Blogger ¦☆¦Jøhη¦☆¦ said...

Máscaras é algo a que eu não sou estranho... infelizmente por vezes é necessário para melhor disfarçar... sinceramente gostei deste poema... tocou-me.

Beijinho, João.

9:42 da tarde  
Blogger dreams said...

Máscaras! Já tens a tua?!?

É bem provável que não tenhas apenas uma, mas várias máscaras. Só que, em vez de usá-las em bailes tradicionais, posso apostar que as usas diariamente, em diversas situações.
Ser feliz é muito bom e creio que realmente existem muitas pessoas felizes neste mundo.
Mas me parece que os motivos são outros. Deveríamos sentir-nos felizes pelo que somos, pela nossa família, pelos amigos de longa data, pelo amor que sentimos por algumas pessoas especiais nas nossas vidas. Enfim, parece que deveríamos sentir-nos gratos por uma felicidade genuína. Pelo simples facto de estarmos vivos, de termos saúde, de conseguirmos superar dificuldades e termos a oportunidade de nos tornar pessoas melhores por conta disso.

No entanto, a máscara do “eu sou feliz” sustenta um copo de cerveja na mão, um cigarro na outra e risadas fáceis demais, sem consistência, sem laços de afecto. A máscara cai perfeitamente bem em bares, em rodas de “amigos” que acabamos de conhecer, departamentos de empresas... mas revela um olhar carente, uma boca triste, um coração sem rumo e solitário quando chega em casa, quando se deita para dormir...
Como é que podemos nos sentir incluídos, parte de um grupo, se quando mais precisamos das pessoas elas estão ocupadas demais com suas próprias vidas e morrendo de medo de ti? Talvez seja mesmo fundamental o uso de máscaras, senão não suportaríamos a constatação de um mundo abarrotado de pessoas morrendo de solidão e desespero...

Precisamos cativar os nossos amigos, como ensina a raposa do “ O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint Exupèry. Precisamos deixar-nos cativar, aprofundar as relações, criar laços...

Sei que já cometi muitos erros na minha vida: Exactamente por não ter máscaras.
Sou o que sou!
beijo *
elianne

11:36 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Eu por vezes tambem coloco essa máscara, mas por vezes tiro-a para respirar, quando penso um pouco mais em mim. Não te esqueças de ti, nunca! Bjocas.

10:39 da manhã  
Blogger Andorinha said...

Olá,

Concordo inteiramente com a Dreams, acho que todos temos máscaras que vamos colocando e pondo. No entanto a vida sabe tão melhor qdo não a usamos...mesmo q venhamos a sofrer depois.Pq é então que vives neste mundo, nestes dia-a-dia que compõe a par e passo a tua e a nossa vida, a vida de cada um.
Não há máscara que esconda o vazio.Há qdo mto um biombo...mais transparente que o que pensamos...daqueles que revelam mais q o simples deixar cair das nossas roupas...É um desses que eu uso...tenho que me livrar dele!
:)
Adorei o poema!Beijinhos!E obrigado por me teres visitado!

11:37 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Por vezes tb sinto necessidade de colocar a minha máscara qdo me sinto a "morrer" por dentro e não quero que os outros percebam isso! Outras vezes coloco a máscara porque tou demasiado feliz e alguém à minha volta sofre com a perda de alguém e aí a felicidade tem de ficar só dentro de mim...
Há tantos motivos para usarmos a máscara... apenas temos de saber que ela não deve tar sempre posta... Precisamos de ser nós mesmos durante algum tempo!

O poema está excelente... a imagem muito bonita e a música divinal (adoro Phil Collins) ;)
Beijinho grande e bom início de semana!

1:15 da tarde  
Blogger Jose Martins said...

A máscara de que não deveríamos necessitar mas que se revela necessário nalgumas situações... As palpitações sentimentais deveriam ser expressas e não ocultadas...

Bonito poema...
Beijinho

5:52 da tarde  
Blogger Íris S. said...

mascaras que servem como armaduras, depois de a colocares sentiste-te mais em segurança? gostei muito do que li prometo voltar, fascinante!!!!!!

9:16 da tarde  

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